quinta-feira

Vai indo, até...

Tela em branco. 
Vejo o localizador piscar.
Coloco um som para reproduzir...
Calminho...
Imagem: FFFFOUND
Me dará ideias, pois escrever sobre o amor já perdeu a graça!

Olho ao redor e encontro coisas esparramadas, jogadas, amontoadas.
Algumas vontades estão entre os materiais. Sonhos? Talvez exista um ou outro perdido por lá.

Tenho aqui algumas fotografias coladas na parede e uma bela planta Pata de Elefante, verde, nova, a enfeitar o local.

Vira e mexe, uma estampa de onça aparece.
Tons coloridos: vermelho, cinza... um amarelinho! Eles compõe tudo.

-Ei, você aqui? 
Achei que a esperança não voltaria mais a me visitar!
-Sente-se por favor, permaneça!

Ouço então um latido. É melhor verificar.
Vai que é a felicidade batendo a porta!
:)

Hoje...

Aquele olhar não mais me acompanha.
Foi enfraquecendo-se até sumir.
E parece que o alívio domina o espaço que antes era seu.
Passou.
Adormeceu.
Será que éramos reais?

Segue.

Ouve o canto dos pássaros assim que a chuva se vai.
Eles comemoram, pois tem uns aos outros.
São como a família.

São como gente quando se está feliz.

domingo

La vie

Andei perdida nos sonhos.
A expectativa da realidade muda, assim como o tempo. Aliás, deste último anda faltando um teco.
Bom é saber que está a concretizar coisas: de tantas, jamais poderia inumerá-las. 
E como nada poderia ser perfeito, ainda vejo falta de complemento.
Claro, tratando assuntos aqui de forma superficial, já que nos dias de hoje nada deve é/ser tão exposto.



La vie... La vie...

:)

sexta-feira

Diário de uma


Vai. Pega o telefone pela milésima vez. Aperta o call.
Chama.
Chama.
Chama.

Caixa postal.

Inferno! O que mesmo passou na cabeça para tornar a correr atrás? Enquanto a garrafa de vinho esvazia-se, sugiro que mais de vinte cenas passam-se pela cabeça. Poderá estar ao lado de outro alguém. Poderá estar entre amigos. Poderá estar AMANDO outra pessoa. Poderá. Hipóteses. Cogito.

A realidade é que aquele canalha está dormindo. Não muda a rotina para nada. Importa-se só em manter uma bebida gelada e qualquer comida no estoque. É assim que vive. (Evito lembrar suas qualidades que – um dia - foram amáveis).

Fecho-me para o mundo porque suspirar e fazer promessas de amor sangram no interior do ego. E você está aqui agora, lendo parte do diário de uma ex. Pode ser uma ex qualquer coisa (amante, garota, namorada...). A verdade é que nenhuma dessas classificações serviria para agregar realidade.

Três da manhã. Acabaram-se os cigarros.

A música não me anima. Talvez o álcool esteja fazendo efeito.
Adormeço.
Não sei o que é sonho e realidade. Então não penso. Esqueço.
Chichê.
(...)

sábado

Mata

Tento acertar no fracasso. Primeiro porque a palavra "tentar" significa a possibilidade de não dar certo. Segundo porque fracassar é a palavra mais usada nas justificativas.

Buscamos a felicidade alienada ao bem. Consumida. Comprável. Quando tudo não passa de sapatos de salto e sua realização por adquirir um acessório novo. A fórmula não muda para os sexos.

Onde estão as pessoas que morreram por seus ideais? Onde estão os que acreditavam no amor? Será que existiram mesmo?

Então o que você vê? O que você toca? O que sente?
Você voa?

Destruimos uns aos outros com atitudes egoístas. Fazemos cenas para que outros nos julguem coitados.
Tentamos um suicídio de ações...

Onde está você, senão, em seu círculo social tentando falar sobre o que não gosta, para pessoas que não se importam...?

Tudo chega a ser muito psicodélico se pensar mais a fundo. Ou será que o aqui e agora é uma grande peça teatral? Os sonhos estão num baú de infelicidades. As ações são contraditórias. Você já não é você.

E cometemos o suicídio das personalidades.
E acabou.

sexta-feira

Escolhas, opções, lados...

Sou culpada de todos os lamúrios que tenho. De ter feito escolhas erradas na vida. Ter dito o que não era permitido. Que seja.
Somos todos responsáveis por aquilo que plantamos. Às vezes, a colheita dói.

Sempre procurei ver a vida mais romântica. Acreditar que existe uma forma otimista de ver os fatos. Será que estou errada? 

Ninguém disse que ser adulto é difícil. No primeiro momento, você só imagina que trabalhar é ganhar dinheiro. Não percebe tamanha responsabilidade que está junto, ali na sua vida social... Mas, vida social? Ah, tão pouco sei desta.

A máxima do homem é querer ganhar algum dinheiro e se manter assim até o final da vida. Ninguém avalia que você é uma parte da sociedade, que somos fragmentados. Pensa-se só em constituir a vida de uma maneira confortável e esquece que juntos, somos o maior poder que existe. Mas nem é sobre isso que gostaria de falar.

Sobre escolhas, não consigo perceber se realmente fiz as certas ou as erradas. Não quero justificar algo. A vontade de gritar ou surtar ou enlouquecer é maior. Há um caos em mim. Sempre. E essa desorganização não sei vai.

Insetos infelizes esses que me cercam no momento em que escrevo. Um único momento de botar no papel sobre essa bagunça aqui.

Fico a questionar quão é verdade que ou se é feliz no jogo ou se é feliz no amor. Ambos, não rolam...
-Ei, posso pular esse capítulo da tragédia chamada vida?

Então pulemos. Porque o final mais feliz que teremos será igual... Nada. E chega... A mudança demora e só acontece quando queremos. E ficar como uma adolescente revoltadinha que escreve para um blog, não pega bem. Né?

quarta-feira

Em partes...


Um silêncio em mim
E não sei porque.
Mas é o coração quem queria falar...

As mãos estão paradas
Apontando para o infinito, logo ali.

Veja...

São os raios solares que iluminarão nossos dias.

... 

No dia em que os olhares se cruzaram
Fui morrendo aos poucos
E não vi ninguém a me observar

E é para lá,
Que talvez...
Ninguém esteja mais.