domingo

não mais



Cogito te perder.
A cada minuto em que suas mãos fogem das minhas.
E meu coração fica apertado que dói.

Lembra, uma noite em que nos abraçamos e ficamos bem perto?
Um ar gelado entrava pela janela do carro.
E todas aquelas coisas, aquelas luzes e nós.
Eu já sabia que te amava.

E sentir perder-te a cada vez que paramos de nos olhar.
É porque sei que nada será para sempre.
E que o para sempre, esteve ali:
Guardado naquele momento só.

Para sempre.

Ficou velho

Foto: oficina missões
Quase décadas se passaram desde que estive aqui falando sobre qualquer futilidade a respeito de tudo.

Os assuntos mudam, mudam com as redes sociais, mudam com as atualizações. O mundo gira louco! Putz, quem disse que não seria assim?

E aí você precisa notar que ficou velho junto com todas as coisas da qual fazia parte. Ficou mesmo, porque além de algumas rugas e olheiras (que vem com o trabalho), amigos se vão e ficou: parte de uma solidão.

Que assunto chato na conversa da roda, hein?

Até falar sobre qualquer coisa perde a graça quando a atualização é tanta que você se perde.

Que rotina hein. Vai lá então, campeão.



sexta-feira

Como pode

A cor bege está nas paredes.
Combinando com a cortina - que também é bege, de renda e com flores.
E uma poltrona cinza.
Do lado esquerdo, só uma mala fechada na cor do vermelho.

A garota deveria saber que dentro de um quadrado haveriam pertences esparramados ou amontoados. Papéis de recordação. Uma sombrinha cor de rosa (que traz lembranças de bons tempos). Um cabideiro estampado com estrelas. Um retrato.

Observa.

Será que é o som da chuva ou o som da música que tocam delicadamente seus ouvidos que a fazem pensar na transformação radical pela qual passou na vida? Mas nada fala. Nada ouve. Nada sente. A verdade é que apenas pensa. Porque refletir é uma tarefa que virou rotineira em meio ao caos.

Será que ela deveria procurar? Quantos desafios deveria suportar e vencer ainda mais? Não é a toa que vez ou outra gosta de lembrar quem era antes de tomar decisões. Então, foi mudando aos poucos: era o cabelo, a escolha das roupas, o cheiro... Mudaram-se os sonhos e o projeto de vida.

Até que acabou sentada. Olhando um cursor. Tentando traçar nas linhas. Tentando ainda encontrar a liberdade.


quinta-feira

Que não se espere

Em uma roda, dia desses, tropecei em você por acaso.
Foi um olhar, algo que combina...
Um jeito meigo de falar.
Parte timidez...
Ainda não descobri o que foi
Que me fez ficar assim,
encantada.

De todos os começos iguais
De todas as caras iguais
E toda aleatoriedade
Fui cair junto na sua roda.

E te olhei de longe.
E algo me chama para perto.

Talvez seja todo o esteriotipo que 
me faça apaixonar.
Cabelos escuros, altura, os 
itens que descrevam segurança.
Que me passe segurança!

E aí te descobri
numa cidadezinha qualquer, 
longe.

Foi que te encontrei
Aleatoriamente num bar.

segunda-feira

Para casa...

Em qualquer lugar em que você esteja
E seja lá quem for "você"
Quais mais sensações
Quer me fazer
Sentir?

Idealizando, sinto seu toque
Seus dedos percorrendo
Braços
Nuca
O que for...

(Um arrepio)

Em qualquer lugar em que você esteja
Volte para mim
Me mostre o porto seguro
Um sorriso
Um qualquer coisa

Em qualquer lugar em que você esteja
Volte para mim
Só!

domingo

I hate

G. I.
A vontade de te esganar persiste cada vez que vejo uma foto sua ou te encontro perdido aqui ou ali.

Por favor, me deixe descontar todos os sentimentos que apareceram desde os primeiros dias que te conheci.

A verdade é que já surtei mais de mil vezes, só hoje!
Agora o que me resta é comer este maldito pacote de amendoim... Engordar 116 calorias só porque comer me deixa calma.

Eu te odeio.

E te amo!

Duvidar, apurar.

Esqueci o que mais aprendi na profissão: duvidar. 
FFFFound
Não apurei fatos, esqueci de observar os detalhes.
Viver nessa sequência de dúvidas existenciais já me basta. Completa.

Dia desses lembro como era... De tempos em tempos mudar de opinião e gostos.
Uma hora passa.
Mas aí a rotina de praticar as táticas de influência não cabem mais.

Boto tudo numa caixinha de metal. Guardo no fundo do móvel, jogado no canto.
Será que sentimentos somem quando deixam de ser lembrados?

Ah ideais, ideais...

Escrevo para "ninguém" ler. Discuto com o silêncio e tento convencer a solidão sobre os causos da vida.
Até um livro serve de consolo quando não há ninguem.
E tudo passa. Ventos sopram. E nenhuma palavra mais cabe aqui!

Desabafo!