terça-feira

Descrevo que...

Eram olhos doces, claros, amendoados e da cor que é a mais bonita.
Faziam a composição dos traços e combinavam sinuosamente com o seu sorriso escancarado e tímido. Sorriso de alegria...
Ambos comunicavam-se com a pureza.

O mundo para. Eu paro.
Estou te guardando menino, aqui nos pensamentos bons.

Pausa.
(Quero te ver...)


As mãos: são aquelas a me inspirar segurança.
Vou querer que me segure onde os pés têm medo de pisar.

Vejo-te partir e me seguro para pedir que fique. Fique.
Quero-te aqui, no cantinho onde a paz me deixa ser feliz!

segunda-feira

Revolucionários: estão no Facebook!

Comum é eu me pegar pensando em explicações para a vida. Sobre o que somos, seremos ou julgamos ser.

Você é assim?


Uma parte do que publicam na internet é papinho manjado sobre espiritualidade. Falam de Deus como se ele também possuisse um perfil no Facebook. Criticam a fama do Michel Teló como se ele ficasse mais pobre com isso. Exibem citações importantes de Caio Abreu. São militantes. E claro, defensores do mundo animal. Assusta tanta informação assim. Preciso perguntar a algum sociólogo como andam as coisas. Se sempre foi assim ou é moda ser!

A toa ou não, caio justamente na teia de outro blogueiro, que debate sobre a cultura de massa nas mídias sociais, Altamiro Borges - jornalista e colunista. "Parafraseando Marx: "a internet tornou-se o ópio do povo". Novos e velhos, empregados e desempregados, todos eles passam horas passivamente contemplando espectáculos, pornografia, video-jogos, consumindo online e até acedendo a "notícias", isolados dos restantes cidadãos e trabalhadores. Em muitas ocasiões, a superabundância de "notícias" na internet, absorve tempo e energia, desviando os "observadores" da reflexão e da acção propriamente dita. Assim como a escassa e tendenciosa informação dos meios de comunicação de massas distorce a consciência popular, o excesso de mensagens na internet pode imobilizar a acção dos cidadãos."

É, talvez seja metade de uma explicação para algumas das dúvidas, já que existem tantos revolucionários no Facebook...

sábado

Saí dos sapatos...

Para formar minhas próprias opiniões.

É assim: você está dentro de uma caixa.Para atravessá-la, é preciso ouvir histórias. É preciso prestar atenção. Precisa decidir de qual lado do jogo estará. Duas moedas, opções...

Você encontrará pessoas que trocam sorrisos por satisfações próprias. Trocam amizade por boatos e fazem dos boatos as verdades. Difícil é.

Observa os olhares.

Numa certa altura, encontrará pessoas que dirão o que é preciso fazer para sair dali. Falarão que você não é capaz. Julgarão sua personalidade só porque você gosta de comprar sapatos. Declara-se inimigo. Começa.

Muitos passarão, olharão e nada te acrescentarão. Ainda é preciso estar atento!

No começo, pensará que há amigos. Fidelidade e acreditará neles.
Siga a intuição!
As pessoas já se mostram por atitudes.

Muitos tentarão, mas quando há personalidade o suficiente para decidir o melhor, ninguém será o bastante. E acordará tranquilo, sabendo que fez o correto. Viverá com a sensação de quem saiu do julgamento externo e que é uma pessoa de caráter. E fé!

quarta-feira

Ambíguo

Persegue-me a natureza de ser inconstante. De não conseguir retratar o que não cabe no peito. O que extravasa. Sensível é sentir tudo junto.

Quando as ideias decidem tocar o corpo, há um beijo doloroso entre mente e estômago.
Sim, eles só se entendem assim.


Viver esperando que um milagre aconteça, mas qual? Esperar o que de quem? Alguém aí tem respostas para as dúvidas?

E a sociedade, o que pensa sobre o amor?
Ah, me esqueci. Amor é aquele que o dinheiro compra. Quem liga?

Voltando ao assunto: ser volúvel.

Mudar de opinião. Gostar de admirar. Gostar do quê mesmo?
Já havia me esquecido.
Quando os medos chegam, abaixo-me devagarinho para tocar o chão com os dedos dos pés. É preciso saber que há algo que segura, mesmo que seja o chão.


Inveja mesmo só das pessoas que possuem certezas. Se vai chover, fazer sol, o que quer comer. O mundo te coloca num menu de escolhas e você é obrigado a saber de tudo. É obrigado a agir como todos. Pensar. Ahh... Tem que parecer bem, saúdavel. Trabalhar. Estudar. Estável. Admirado. Ter filhos. Casar. Possuir opinião. Valores. Moral. Escolher, escolher e escolher.
Deveríamos ter nascidos velhos e morrer novos. Porque viver, muitas vezes, é um saco!

quinta-feira

Eficiência...

É quando os sonhos deixados na gaveta - guardados e jogados de um lado - não existem mais.
Aquele ar fresco da manhã de verão, que invade o teu quarto e mostra o que é realização.

Quando a comida ganha outro sabor - e valor - se apreciado junto aos lábios da melhor companhia.
Na noite, sua música favorita toca na estação do rádio do carro e então, olha para as estrelas e percebe que é sensível.

Tudo: se junta, se mescla, se torna um só - mostra o sentido da vida em coisas simples - e está vivo.

=)

É assim que busco concluir mais um ano. Sabendo que é vivendo que se sabe o que é vida!

quarta-feira

Já não somos os mesmos e não sabemos

Não mesmo!

Pare e veja o que são as notícias. Todas tragédias. É o que vende e talvez tudo seja uma estratégia de marketing.
Todos se dizem inconformados com os fatos, mas quem muda? O que muda?

Não dá para se omitir diante da enfermeira que mata um cachorro. O que aconteceu é que ela é matou um ser e só pagará R$ 3 mil pelo surto psicótico que teve.
Se não gostar dessa história, poderá gostar dessa: a polêmica de Belo Monte. É uma super hidrelétrica com capacidade para abastecer mais que o Brasil com energia elétrica. Só que milhares de índios terão que sair do seu território para que o sonho se realize. Movimentos em redes sociais e petições estão em alta com o assunto!

Que tal então o Rock in Rio no Rio de Janeiro? Ficou em 2011.
Ou a morte da cantora Amy Winehouse?
Presidenta Dilma?
Steve Jobs?
Nem dá para fazer uma lista.

Não somos mais os mesmos e não sabemos. Nunca fomos e seremos diferentes do futuro.

quinta-feira

Escute uma música romântica...

Porque todas as pessoas são sensíveis e adoram ouvir esse estilo. Até os machões ouvem.
Quem não se entrega a um bom som? Quem nunca ficou triste, ouviu uma música romântica e chorou?


Liberta!

Mas não tô falando de sertanejo. Nada contra, mas sertanejo é outra coisa. Igual pagode. Eles tem entre si um toque de familiaridade.
São subliminares. É para gente que não admite que gosta de som sensível. Para gente que quer curtir a fossa no sambinha. Ou dançando agarrado no peão do rodeio e lembrando do ex!
E vocês sabem que isso é verdade...

No fundo, sempre quis é viver mesmo de música. Claro, as melancólicas. É lá que a gente é feliz.