quinta-feira

Que é

Apoderar-se do outro.
Do corpo do outro.
Pensamentos do outro.
Até que bastem o que falta em si.

Transmitir nele tudo o que encontra na verdade.
O que encontra na fé, ou tão pouco aquilo que só te faz.

Nem classifique o ser, estar e amar.
Ele já lhe rende sentimentos demais.

Apoderar-se de si.
Em si tudo lhe dará frutos a imaginação.
Seja pelo corpo.
Seja pelo que não tem.

Nem seja, nem nada, nem existimos.
São, afinal, palavras.

domingo

Aceito

Era um salão onde a luz invadia com raios em tons amarelados.
Estávamos todos entreolhando o espaço, suspeitando, auto-avaliando.
Aquele planeta era tão estranho que mais parecia um sistema paralelo.
O conjunto entre aspectos era mais que vidros, chão, panos e ruídos.
Sempre precisamos de um "era" para começar uma história.

Mas o que mais chama a atenção,
Não é o fato de estar com gente que nem se conhece.
Fingindo ser o que não é, só por estar.

Aquele olhar perfurou grandemente um coração abalado, revoltado e triste.
Era um coração incapaz.
As frustrações já tomavam-lhe todo o vocabulário.

Lágrimas correram uma a uma, centímetro a centímetro quando precisou pedir muito mais que amor.
Justamente porque descobriu que amor não pagavam-lhe as contas do bar.
Não pagavam a bebedeira.
Não lhe permitia sonhar.

Que morreu.


terça-feira

Para hoje, uma vírgula e o que mais quiser vir

Seria normal se te tomasse só para mim, sem sentir o peso do que aprendi ser o egoismo?

Seria normal, se tentasse esconder as lágrimas, mesmo quando elas fossem só de fé?

Seria normal então, dizer "sim, eu aceito" para qualquer condição que colocasse para tudo?

Talvez fosse mais comum, caso um dia você me falasse sobre todas as coisas que, numa junção, significassem o ponto de partida?

Escrevo para que talvez um dia saiba que muitas coisas mudaram, mas muitas delas não existiriam se em segundos, você transformasse tudo em paz.

Seria normal se confessasse os meus erros, admitisse, te chamassem a atenção:

"Ei, eu ainda tô aqui".

E não bastam as teorias criacionistas para entender que não é um sistema racional quem deve ditar as regras sobre a evolução,

Quando na verdade, nada, ultimamente, consegue fazer.

domingo

não mais



Cogito te perder.
A cada minuto em que suas mãos fogem das minhas.
E meu coração fica apertado que dói.

Lembra, uma noite em que nos abraçamos e ficamos bem perto?
Um ar gelado entrava pela janela do carro.
E todas aquelas coisas, aquelas luzes e nós.
Eu já sabia que te amava.

E sentir perder-te a cada vez que paramos de nos olhar.
É porque sei que nada será para sempre.
E que o para sempre, esteve ali:
Guardado naquele momento só.

Para sempre.

Ficou velho

Foto: oficina missões
Quase décadas se passaram desde que estive aqui falando sobre qualquer futilidade a respeito de tudo.

Os assuntos mudam, mudam com as redes sociais, mudam com as atualizações. O mundo gira louco! Putz, quem disse que não seria assim?

E aí você precisa notar que ficou velho junto com todas as coisas da qual fazia parte. Ficou mesmo, porque além de algumas rugas e olheiras (que vem com o trabalho), amigos se vão e ficou: parte de uma solidão.

Que assunto chato na conversa da roda, hein?

Até falar sobre qualquer coisa perde a graça quando a atualização é tanta que você se perde.

Que rotina hein. Vai lá então, campeão.



sexta-feira

Como pode

A cor bege está nas paredes.
Combinando com a cortina - que também é bege, de renda e com flores.
E uma poltrona cinza.
Do lado esquerdo, só uma mala fechada na cor do vermelho.

A garota deveria saber que dentro de um quadrado haveriam pertences esparramados ou amontoados. Papéis de recordação. Uma sombrinha cor de rosa (que traz lembranças de bons tempos). Um cabideiro estampado com estrelas. Um retrato.

Observa.

Será que é o som da chuva ou o som da música que tocam delicadamente seus ouvidos que a fazem pensar na transformação radical pela qual passou na vida? Mas nada fala. Nada ouve. Nada sente. A verdade é que apenas pensa. Porque refletir é uma tarefa que virou rotineira em meio ao caos.

Será que ela deveria procurar? Quantos desafios deveria suportar e vencer ainda mais? Não é a toa que vez ou outra gosta de lembrar quem era antes de tomar decisões. Então, foi mudando aos poucos: era o cabelo, a escolha das roupas, o cheiro... Mudaram-se os sonhos e o projeto de vida.

Até que acabou sentada. Olhando um cursor. Tentando traçar nas linhas. Tentando ainda encontrar a liberdade.


quinta-feira

Que não se espere

Em uma roda, dia desses, tropecei em você por acaso.
Foi um olhar, algo que combina...
Um jeito meigo de falar.
Parte timidez...
Ainda não descobri o que foi
Que me fez ficar assim,
encantada.

De todos os começos iguais
De todas as caras iguais
E toda aleatoriedade
Fui cair junto na sua roda.

E te olhei de longe.
E algo me chama para perto.

Talvez seja todo o esteriotipo que 
me faça apaixonar.
Cabelos escuros, altura, os 
itens que descrevam segurança.
Que me passe segurança!

E aí te descobri
numa cidadezinha qualquer, 
longe.

Foi que te encontrei
Aleatoriamente num bar.

segunda-feira

Para casa...

Em qualquer lugar em que você esteja
E seja lá quem for "você"
Quais mais sensações
Quer me fazer
Sentir?

Idealizando, sinto seu toque
Seus dedos percorrendo
Braços
Nuca
O que for...

(Um arrepio)

Em qualquer lugar em que você esteja
Volte para mim
Me mostre o porto seguro
Um sorriso
Um qualquer coisa

Em qualquer lugar em que você esteja
Volte para mim
Só!

domingo

I hate

G. I.
A vontade de te esganar persiste cada vez que vejo uma foto sua ou te encontro perdido aqui ou ali.

Por favor, me deixe descontar todos os sentimentos que apareceram desde os primeiros dias que te conheci.

A verdade é que já surtei mais de mil vezes, só hoje!
Agora o que me resta é comer este maldito pacote de amendoim... Engordar 116 calorias só porque comer me deixa calma.

Eu te odeio.

E te amo!

Duvidar, apurar.

Esqueci o que mais aprendi na profissão: duvidar. 
FFFFound
Não apurei fatos, esqueci de observar os detalhes.
Viver nessa sequência de dúvidas existenciais já me basta. Completa.

Dia desses lembro como era... De tempos em tempos mudar de opinião e gostos.
Uma hora passa.
Mas aí a rotina de praticar as táticas de influência não cabem mais.

Boto tudo numa caixinha de metal. Guardo no fundo do móvel, jogado no canto.
Será que sentimentos somem quando deixam de ser lembrados?

Ah ideais, ideais...

Escrevo para "ninguém" ler. Discuto com o silêncio e tento convencer a solidão sobre os causos da vida.
Até um livro serve de consolo quando não há ninguem.
E tudo passa. Ventos sopram. E nenhuma palavra mais cabe aqui!

Desabafo!

terça-feira

1 dia. 1 recaída

Preciso comer. Preciso escrever. Andar. Gritar. Qualquer coisa que afastem o pensamendo de você.
Comparo o que sinto - antes era amor - hoje, é um inferno (quase astral).

Dias se passam sem que ao menos confesse que muita falta me faz.

Cretino!

Fico aqui com um coração apertado na saudade e na vontade. Procuro você em outras pessoas. E pode ser qualquer um, desde que ocupem fragmentos que levou. Passam-se vários clones.

A vontade é abrir o peito e arrancar esse coração que bate. Ele desvia-se da utilidade para platonicamente acreditar. Acreditar em coisas, destino, carma, laços...

Ah!

A primeira recaída sempre é difícil. 
- Vá resistência, te encontro ali na esquina depois de me humilhar por mais pedaços de atenção de qualquer ser!

Deixo a mobília, a decoração, as fotografias... Tudo como eram no passado. Quando a vontade é de preservá-lo vivo dentro de mim.
E a esperança atormenta-me, eternamente!

(...)

segunda-feira

Marcas que ficam...

Por mais clichê que pareça, há marcas.

Diariamente lembro-me do maldito sorriso que por vezes observei. 

Diariamente sinto o cheiro do maldito perfume que um dia ficou...

Diariamente.

Foram marcas a preencher espaços vagos.

Foram ataques de risos seguidos de brigas.

Foram ironias.

Foram...

E querido, por mais que queira, você ainda é um mundo no meu interior.

Mas mundos também podem ser enterrados...

E quem mesmo se importará com o que foi um dia?

E é na distância que notamos. Existimos só nos sonhos!

terça-feira

Loser

FFFFound
É:
Ouvir rock na versão pagode;
Comer pão pensando que é arroz e feijão;
...

Sorrir querendo chorar;
Cair
Levantar
S U P E R A R.

...

Querer voar e não poder;
Viajar e não ter quem bancar.
 ...

Fazer rimar.
E rir de tudo o que escreveu :)

quinta-feira

Vai indo, até...

Tela em branco. 
Vejo o localizador piscar.
Coloco um som para reproduzir...
Calminho...
Imagem: FFFFOUND
Me dará ideias, pois escrever sobre o amor já perdeu a graça!

Olho ao redor e encontro coisas esparramadas, jogadas, amontoadas.
Algumas vontades estão entre os materiais. Sonhos? Talvez exista um ou outro perdido por lá.

Tenho aqui algumas fotografias coladas na parede e uma bela planta Pata de Elefante, verde, nova, a enfeitar o local.

Vira e mexe, uma estampa de onça aparece.
Tons coloridos: vermelho, cinza... um amarelinho! Eles compõe tudo.

-Ei, você aqui? 
Achei que a esperança não voltaria mais a me visitar!
-Sente-se por favor, permaneça!

Ouço então um latido. É melhor verificar.
Vai que é a felicidade batendo a porta!
:)

Hoje...

Aquele olhar não mais me acompanha.
Foi enfraquecendo-se até sumir.
E parece que o alívio domina o espaço que antes era seu.
Passou.
Adormeceu.
Será que éramos reais?

Segue.

Ouve o canto dos pássaros assim que a chuva se vai.
Eles comemoram, pois tem uns aos outros.
São como a família.

São como gente quando se está feliz.

domingo

La vie

Andei perdida nos sonhos.
A expectativa da realidade muda, assim como o tempo. Aliás, deste último anda faltando um teco.
Bom é saber que está a concretizar coisas: de tantas, jamais poderia inumerá-las. 
E como nada poderia ser perfeito, ainda vejo falta de complemento.
Claro, tratando assuntos aqui de forma superficial, já que nos dias de hoje nada deve é/ser tão exposto.



La vie... La vie...

:)

sexta-feira

Diário de uma


Vai. Pega o telefone pela milésima vez. Aperta o call.
Chama.
Chama.
Chama.

Caixa postal.

Inferno! O que mesmo passou na cabeça para tornar a correr atrás? Enquanto a garrafa de vinho esvazia-se, sugiro que mais de vinte cenas passam-se pela cabeça. Poderá estar ao lado de outro alguém. Poderá estar entre amigos. Poderá estar AMANDO outra pessoa. Poderá. Hipóteses. Cogito.

A realidade é que aquele canalha está dormindo. Não muda a rotina para nada. Importa-se só em manter uma bebida gelada e qualquer comida no estoque. É assim que vive. (Evito lembrar suas qualidades que – um dia - foram amáveis).

Fecho-me para o mundo porque suspirar e fazer promessas de amor sangram no interior do ego. E você está aqui agora, lendo parte do diário de uma ex. Pode ser uma ex qualquer coisa (amante, garota, namorada...). A verdade é que nenhuma dessas classificações serviria para agregar realidade.

Três da manhã. Acabaram-se os cigarros.

A música não me anima. Talvez o álcool esteja fazendo efeito.
Adormeço.
Não sei o que é sonho e realidade. Então não penso. Esqueço.
Chichê.
(...)

sábado

Mata

Tento acertar no fracasso. Primeiro porque a palavra "tentar" significa a possibilidade de não dar certo. Segundo porque fracassar é a palavra mais usada nas justificativas.

Buscamos a felicidade alienada ao bem. Consumida. Comprável. Quando tudo não passa de sapatos de salto e sua realização por adquirir um acessório novo. A fórmula não muda para os sexos.

Onde estão as pessoas que morreram por seus ideais? Onde estão os que acreditavam no amor? Será que existiram mesmo?

Então o que você vê? O que você toca? O que sente?
Você voa?

Destruimos uns aos outros com atitudes egoístas. Fazemos cenas para que outros nos julguem coitados.
Tentamos um suicídio de ações...

Onde está você, senão, em seu círculo social tentando falar sobre o que não gosta, para pessoas que não se importam...?

Tudo chega a ser muito psicodélico se pensar mais a fundo. Ou será que o aqui e agora é uma grande peça teatral? Os sonhos estão num baú de infelicidades. As ações são contraditórias. Você já não é você.

E cometemos o suicídio das personalidades.
E acabou.

sexta-feira

Escolhas, opções, lados...

Sou culpada de todos os lamúrios que tenho. De ter feito escolhas erradas na vida. Ter dito o que não era permitido. Que seja.
Somos todos responsáveis por aquilo que plantamos. Às vezes, a colheita dói.

Sempre procurei ver a vida mais romântica. Acreditar que existe uma forma otimista de ver os fatos. Será que estou errada? 

Ninguém disse que ser adulto é difícil. No primeiro momento, você só imagina que trabalhar é ganhar dinheiro. Não percebe tamanha responsabilidade que está junto, ali na sua vida social... Mas, vida social? Ah, tão pouco sei desta.

A máxima do homem é querer ganhar algum dinheiro e se manter assim até o final da vida. Ninguém avalia que você é uma parte da sociedade, que somos fragmentados. Pensa-se só em constituir a vida de uma maneira confortável e esquece que juntos, somos o maior poder que existe. Mas nem é sobre isso que gostaria de falar.

Sobre escolhas, não consigo perceber se realmente fiz as certas ou as erradas. Não quero justificar algo. A vontade de gritar ou surtar ou enlouquecer é maior. Há um caos em mim. Sempre. E essa desorganização não sei vai.

Insetos infelizes esses que me cercam no momento em que escrevo. Um único momento de botar no papel sobre essa bagunça aqui.

Fico a questionar quão é verdade que ou se é feliz no jogo ou se é feliz no amor. Ambos, não rolam...
-Ei, posso pular esse capítulo da tragédia chamada vida?

Então pulemos. Porque o final mais feliz que teremos será igual... Nada. E chega... A mudança demora e só acontece quando queremos. E ficar como uma adolescente revoltadinha que escreve para um blog, não pega bem. Né?

quarta-feira

Em partes...


Um silêncio em mim
E não sei porque.
Mas é o coração quem queria falar...

As mãos estão paradas
Apontando para o infinito, logo ali.

Veja...

São os raios solares que iluminarão nossos dias.

... 

No dia em que os olhares se cruzaram
Fui morrendo aos poucos
E não vi ninguém a me observar

E é para lá,
Que talvez...
Ninguém esteja mais.